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INÊS MARTO

INÊS MARTO

Volátil

Dói-me o hoje, indefinido
Feito espuma volátil,
Trilho de um casco partido.

Dói-me a incerteza crua,
Corpo de sereia nua,
Sobre rochedos sem fim,
Infinitude quebrada,
Numa fogueira ateada
Algures dentro de mim.

Dói-me a inércia do tempo,
Dentro de um peito apagado,
Como esqueleto submerso
Dum navio naufragado.

Dói-me o que não sei que seja,
Sem ter corpo nem medida,
Janela sem parapeito,
Num precipício que é feito
Dos suspiros de uma vida.

 

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