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INÊS MARTO

INÊS MARTO

Contra o tempo...

Fora de horas surgem palavras sem nexo... necessidade, vulcão, impulso, alucinação...
Contra o tempo caem lágrimas, jorram versos, choram-se linhas sem fim nem poesia.
Abafam a solidão os momentos de loucura..

A chama da criação é feita caminho de sentido único: a esperança de preencher um vazio, de acender a pele em faúlhas de absurdos sonhados, de trazer de volta o som, o sonho, a vida...

Palavras desconexas caem como gotas pela face... as mãos, envoltas em amarguras passadas, deixam-se ir sem pensar...

A ritmo mecânico tudo sai... ritual de encantos sem explicação...

É poesia quebrada, é verso branco, partido
É rima pobre, apagada... desabafo sem sentido.

É o correr de linhas vãs, sem rumo, esperança, ilusão
É refúgio, sono fugaz de alma caída no chão...

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