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INÊS MARTO

INÊS MARTO

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(Des)digo

Cai cinza na superfície estagnada das minhas sinapses liquefeitas. Assenta disforme provocando embriagados desígnios tribais de uma chuva irrepetível. No rio que sou dissolve-se a poeira do teu existir. O meu sangue coagula-se perante a tua invasão, que me deixa o corpo tolhido, mas que ainda assim sabe bem.
Olhei-me há pouco ao espelho, como quem procura a verdade no fundo inatingível dos olhos tristes, não me (te) encontrei. Privo-me por sistema de acreditar na tua permanência, como um leopardo com farpas espetadas nas manchas da pele, a fugir ao toque.
Observo a minha essência esfumar-se diante de um reflexo que não reconheço. O exterior torna-se câmara lenta e difusa. A tua invasão revela-se agulhas quentes na nuca que quero mas não quero apagar. O meu ritual de destilar-me em texto é interrompido pela existência psíquica de ti. Agitas-me as águas. Quero mas não quero que te vás embora. Quero mas não quero que me arranques a carne. Quero mas não quero que me consumas sem dó. Quero mas não quero que me queimes as imposições quotidianas.
(Des)digo o "mas", se me tocares com o indicador nos lábios e me fechares os olhos de tal forma que acredite que, desta vez, não és ave que só vem na primavera, sem chegar a pousar as malas na brancura do meu peito.
O pior disto foi sempre o ter que te inventar em nomes e olhares incertos, em cabides de peles fugidias - quanto mais melhor - porque se ficasses arriscavas despir-me de mim... E depois do mergulho o que restava? Nada. E depois da corrida o que restava? Nada. E depois de me tornares as águas baças com o teu pó de astro inconstante, o que restava? Nada. Um fundo de olhos triste onde não me (te) conseguiria encontrar, outra vez.
Deito-te a cabeça sobre a mesa, desligo-te o autómato de estares viva. Queria só que me olhasses nos olhos. Que a falta de haver o que dizermos, por uma vez, dissesse tudo. Mandasse às urtigas as úlceras que tenho no estômago e as peladas escondidas que não deixo ninguém ver, culpa das noites sem dormir porque não havia a certeza disto: de que, um dia, o nosso silêncio havia de dizer tudo.
Desfaço a pele aos pedaços e convido a que me habites sem porta de saída. Mas fecho os olhos, as pálpebras convulsionam.
Cai cinza do teu cigarro e o tempo não passa, a realidade também não, acumulo nos cantos do amor-que-não-sei-se-queres coisas que tinha para (mas nunca te posso) dizer. À tona de mim ficam decalques dos anjos que desenhámos deitadas, ao relento em noites sem nome nem realidade.
Cai cinza. Quero mas não quero. Fica.

 

 

Os poetas não... 

Os poetas não deviam ter horários. Foda-se. Porque é que me excita o clitóris criativo a neblina mental dos barbitúricos que estou à espera de tomar? Os poetas não deviam ter horários. Porque é que a boca não me sabe sempre a laranjas? Porque é que me pesam as pálpebras? Os poetas não deviam ter sono. Os poetas não deviam ter fome. Os poetas não deviam ter horários. Foda-se. 

Porque é que o corpo me chama permanentemente às rotinas de existir? Os poetas não deviam ter ouvidos. Os poetas não deviam ter relógios. Porque é que não tenho a língua feita de canela e grãos de café? 

Os poetas não deviam ter obrigações. Os poetas não deviam ter moralidade. Os poetas não deviam ter tendinites. 

Porque é que não tenho as tuas mãos pintadas a detalhe na cabeça como queria ter no colo? 

Os poetas não deviam ter anemias. Os poetas não deviam ter medo. Os poetas não deviam ter vergonha na cara. Os poetas não deviam ter roupa no corpo. 

Porque é que não sei a que sabe a tua saliva quando escorre no meu tórax exausto enquanto abandono o corpo no sofá enrugado e deixo de existir, cativo do meu próprio precipício identitário? 

Os poetas não deviam ter género. Os poetas não deviam ter amarras. Os poetas não deviam ter bom senso. Os poetas não deviam ter horários. Foda-se. 

Porque é que não sei a que sabe o rasto da minha pele refém do verniz das tuas unhas? Porque é que não sei como soam as tuas costelas contra a parede falsa do meu peito? Porque é que não sei de cor o som que deixas escapar dos lábios fracos enquanto te passo a barba e os beijos no pescoço? 

Os poetas não deviam ter pudores. Os poetas não deviam ter latitude. Os poetas não deviam ter tamanho. 

Porque é que não sei como soa a minha voz nos teus pesadelos? Os poetas não deviam ser unívocos. Os poetas não deviam ser tridimensionais.

Porque é que não sou amorfo? Porque é que não me evaporo? Porque é que não me deixas dormir? 

Os poetas não deviam sucumbir ao cansaço. Os poetas não deviam ter tona de água. Os poetas não deviam ter salvação. Os poetas não deviam ter atenuantes. Os poetas não deviam horários ... Os poetas são o pleonasmo do próprio ser. Os poetas não deviam ter definição. 

Afinal

Escondia uma espiral de asfixias com a desculpa de ler um livro dos tantos esquecidos na prateleira de não ler. Mas não deixas. Assaltas-me as horas mortas e cortas-me as ondas salgadas do pensar. Não pedes licença, conheces-me a sede. E ficas de mansinho comigo deitada, serena, no bunker do meu desacreditar, onde não deixo entrar ninguém, leve como até hoje apenas tu. Assustadoramente alguém.Pegas-me pelas pontas dos dedos e fazes com que me dispa de repressões. Mergulhamos na minha incredibilidade, castelo de cartas, menos mal por estares comigo. Mas só porque me ensinas a parar de olhar mil vezes antes de me atirar. Não se voa todos os dias. És uma sorte.Procurei anos a fio olhos onde acender simbioses e alienar-me na companhia muda de quem está finalmente nu. Encontrei-te. Penso em fugir antes que doa. Anda - peço-te na voz sumida de quem rasga cimento com flores selvagens - Faz-me acreditar. Mostra que as minhas utopias lilases de amar por bem podem ser loucas a par então.Anda - cala-se a boca a medo, olho-te trémula - na esperança encontrada que me leias o presente pergunto de respiração cortada se é assim de verdade, se me posso dar sem rédeas, se não há mesmo escalas no querer nutrir-te, porque não se mede o que aconchega o peito, e o perder-nos no tempo pode simplesmente saber bem.Anda - sussurro com olhos tristes - Desfaz os nós que me fizeram. Põe a tua mão na minha e não a deixes. Diz-me que não há purgatório em ser caleidoscópio de afectos por condição.Anda. Senta-te ao meu lado. Deixa-me olhar-te nos olhos até não sentir choques na nuca. Abraça-me devagar. Deita a cabeça no meu ombro. Cai em mim. Não te recomponhas. Atira janela fora o tempo e a postura. Fica nos meus braços. Ouve-me o coração, porque sim, sem ser preciso motivo.Anda. Faz comigo desenhos de fumo suspenso na ebulição de ser humano. Rasga-me as consequências de ser na vida como nos versos. Despe-me dos medos com os dedos delicados. Diz devagarinho que amar não tem fundo nem contornos. Anda. Deixa o mundo e habita-me. Beijemos as cicatrizes mutuamente, sem ter nome nem morada. Apenas. Só. Modo de vida por suficiência de justificação. Recíprocas. Porque nos elevamos, livres de julgamento, e essa ode à transposição do ser é quanto baste para nos sentarmos à mesma mesa e bebermos do mesmo copo, sem que telhados de vidro se façam cair.Anda. Liberaliza-me. Porque podemos, afinal?

Ânsia

​Por querer viver não vivo 

Nesta saudade que trago

Como anoitecer cativo

Na demora onde naufrago 
Por querer sentir não sinto 

Coisa nenhuma nem nada 

Fogo lento de absinto 

No romper da madrugada 
Quero amanhecer e tardo 

De tanta vontade ter

Pois na força com que ardo

Torno-me cinza ao viver
E que me caiam as flores

À sombra de um candeeiro 

Onde à noite choro as dores 

De querer um momento inteiro 
Quero ser asas, afundo

Quero pulsar e esmoreço

Na ânsia de florir mundo 

Nasço, morro e enlouqueço

Fim de tarde

Fim de tarde. A vista parada de uma cidade agitada como fotografia do tempo desmedido por uma janela que sempre arranjou maneira de se fazer nova e desconhecida.
Um cinzeiro cheio de beatas velhas que não fui eu que fumei e os joelhos nus abraçados contra o peito numa cadeira de plástico onde se cheira a maresia.
Os cabelos cheios de sol e o peito de sonhos por cumprir. Uma balada no gira-discos que queria ter e, só faz de conta, papel de carta no colo e uma caneta de tinta onde te escrever poemas enquanto o dia proclama que já se cansou de o ser e a lua sobe.
Uma garrafa de whisky no chão de quem a boca não me deixa ganhar saudades. Pelos pensamentos os beijos que nunca demos. E o tempo parado assim.
Foi como descobri que estar viva era isso. Sentir casa nesta coisa nenhuma que havia de ser sempre e só.

Cai cinza

Em cima da mesa um externo aberto esculpido em carvão, as costelas dilaceradas por impressões digitais. Tórax de vinil escorregadio. Quebradiço. Um candeeiro de tecto, luz branca. Demasiado branca. Uma cascata fluorescente a fazer ver o artefacto. Em volta nada mais. Pó levita dos limites da penumbra. Enxaqueca.Das pontas irregulares partidas dos ossos cai cinza como cigarros a deixarem-se morrer no cinzeiro da própria existência.Uma gaiola preta a desfazer-se ao toque. Cai cinza. Fios de veludo cor de vinho adornam a ossada como franjas de um xaile íntimo ou cortinas entre o xilofone de resto de esqueleto.Lá de dentro saem borboletas azuis de vidro polido brilhante, reflectem o candeeiro. Enxaqueca. Não sabem bem se partiram as grades do corpo-ébano e se fizeram vida, ou se congelaram nos fotogramas maleáveis flácidos como folhas de raio-x. Talvez algo entre as duas coisas. Cai cinza.Pestanas abandonadas no chão. Pingos de pele sobre o tapete manchado. Pegadas descalças marcam o azulejo em volta. Uma autópsia em vida. Enxaqueca. Uma cascata de cabelo às ondas de quem se deixou morrer sem se matar.A última instância de arte na vida: a pintura psíquica detalhista das borboletas que hão-de um dia rasgar o peito, partir os maxilares, queimar as veias dos pulsos que já existiram tudo o que tinham para existir. A imagem a detalhe. O corpo como escultura. A memória como fotografias penduradas tortas em paredes abandonadas ao caruncho da solidão. O pré-óbito como derradeiro catalisador da essência. Como fascínio eterno. Como xamã da perpétua inquietação. O mergulho mortis como processo mecânico de auto-catalogação de fantasmas. Enxaqueca. Cai cinza. 

Morreu Vénus

Linhas de sombra na parede fazem-se corpo inteiro e madrugada. Respiro.
Nas janelas de uma viagem qualquer perde-se estrada na infusão de memórias que bebo sempre sem querer.
O céu pesa-te na boca e a vida no pescoço.
Queima-se o passado num fogo índigo de quase. Respiro.
O fumo deixa-se beijar pela rua e desenha ao ar uma denúncia do teu corpo dançarino e duas cinturas de encaixes-sonhos embriagadas de noite. Respiro.
Sobe-te o mar à tona dos olhos presos nos meus. Traz nas ondas o amor que não quiseste. Sustenho a respiração. Morrem na praia deitados os cacos de loiça ou cristal que tinha ligado eu mais que tu a fio de talha dourada - esculturas partidas são as mais bonitas, aprendi do Japão e fiz questão de to viver.
Arrastam-se pela areia feitos peregrinos náufragos com pele salitre. Deixam por rastilhos-desenhos uns rasgos na areia ainda molhada. Escrevem na língua dos Deuses o que puxei do âmago em lágrimas para te dizer e desacreditaste. Sustenho a respiração.
Ao fundo a falésia onde se matou um poeta afogado em desesperos. E pelo chão entre os cacos as promessas que fizeste de nunca ires embora.
Sustenho a respiração. Enterra-se latente uma história sem precisar de caixão. O amor nu deixa-se riscar de areia e sucumbe ao que não se deixou acontecer. Desfalece. Sustenho a respiração.
Ficam no cais os desenhos na praia deserta de areias lisas, quebradas pelos versos que hão-de ser sempre teus. Pesa-te o desapego no peito. Pesa-te a morfina no hoje.
Hoje morreu Vénus. Sustenho a respiração.
O barco vai de saída.

Espero

Puxei da minha pele em escamas as entranhas, desfiz-me de mim. Deitei-as sobre a brancura virgem do lençol como ornamentos oferecidos aos Deuses no altar do teu cadáver. 

Tatuei na tua pele o meu sangue posto ao relento a tocar as pontas finas dos teus dedos onde amarrei a ínfima jangada condenada a um naufrágio. 

Beijei-te os lábios frios roxos sem saber se a metafórica morte da fogueira que me acendeste no tempo longe  prenunciava ser a última vez. Sem saber sequer se era extinto o fogo. 

Chorei e deixei que do meu sangue se fizesse aguarela nos contornos do teu corpo nu. Fiz-te quadro de fantasmas. No tocar da tua pele absorvias-me em tinta. Eu como espectador extra-corpo a um circo xamanico de amantes.

Tomara que consumisses a minha existência como um cigarro barato a esfumar-se entre os teus lábios abertos, cansados, carentes. 

Cortei a pele aos quadrados, nela impressos os sonhos e as ilusões,  fiz uma manta de retalhos com que te tapei o perigo de sermos felizes. 

Pus sem saber se era uma despedida os pés em cima dos teus. Espero.  Agarrei-te pela cintura. Engoli as lágrimas, dançámos. Encostei ao teu peito o ouvido frágil na esperança de se fazer som. Desci à vida. Espero. Não descolei os olhos dos teus. Tornei-te a fazer quadro do meu sangue diluído em dores. Ainda te olho. Espero. 

Folha em branco

Quis-te falar ao ouvido, calei-me.
Fiz da cabeça folha em branco onde dactilografei a dedos lentos o discurso inteiro, em letras marcadas a baixo relevo, de um negro molhado quase a escorrer, no papel visto demasiado de perto. E lá aprisionei um sem-número de páginas amontoadas do que te queria dizer, sem que não mais deixassem de ser prata a casa do meu velho sótão de poeira, onde dança há muito tempo a imagem pintada de uma versão mais bonita de ti que, ao contrário e como prometeste sem cumprir, não vai embora.
Quis tocar-te nos ombros, fechei as mãos nelas mesmas.
O que aconteceu de nosso já não me lembro. Permanece difuso entre o fumo demorado de cigarros não acontecidos que não fiz mais do que sonhar em fumar ao teu lado. Pintei-te no meu sótão os lábios só de contorno vermelho que desenhei com as próprias mãos a tremer, por ter-te de olhos fechados, de cara e corpo entregue a mim.
Quis beijar-te o pescoço e a boca, escondi a fome e a cara e as lágrimas dentro dos olhos cerrados à força.
O que foi do jardim que me construíste ao peito, não saberei nunca. Fizeste com que o esquecesse com um cheque-mate de baralho deitado abaixo em como seria impossível a perdura do que negavas existir. As nossas flores murcharam. Escrevi-te despedidas deitadas fora e construí dentro de mim um cemitério de sonhos e de partes minhas todo teu.
Quis prender-te na ponta das mãos os cabelos com que desenhar romances numa tela de lençóis, matei aos poucos esse ópio, eternizei-te mentalmente no que queria que tivéssemos sido.
Se foi mais que sonhos, já não me lembro.
Quis amar-te desmedida, fui-me embora.

Vértice de um epitáfio (parte I)

Madrugada.
Deitada a pele alba em ondulações respiratórias sobre lençóis manchados quentes.Insónia de suspensões de nylon preto contra o vermelho de lábios anónimos carnudos brilhantes.
Flashes curtos. Oxigénio. Um xilofone de costelas sob as pontas frias dos dedos com unhas quebradas frágeis a proteger pulmões fracos em respirações ansiosas. Uma gaiola de pássaros-hormonas loucos o corpo, de aves desnorteadas forradas a negro e de franjas, de sabor metalizado velho, de dopamina a conta-gotas.Tecto de espirais de luzes amareladas na travessia de um abat-jour rasgado. Silhuetas de bailarinas incógnitas e pegadas de sangue em azulejo intermitentes.Mente divergente no fio de fumo ascendente a passos de vidro como um equilibrista no vértice do seu próprio epitáfio.
Reflexos fluorescentes de candeeiros solitários na janela. Sede de tabaco na garganta. Sensação de língua morna a deslizar para baixo pelos degraus das próprias vértebras.
Retalhos calcificados de memórias a monte postas na balança a gestos largos. Findasse hoje o fio de fumo para esse vértice do epitáfio, pouco pó sobraria da erosão calcária das memórias.
Esvaía-se o resto num evaporar de sobras de tempo a atingir metas alheias, a deambular no inútil, a percorrer ruas erradas, das ruas erradas que não levam ao caminho certo, que afinal não levam a caminho nenhum, das cujos passos não ensinam, das que só servem para se circunscrever em interesses e objectivos e expectativas exteriores, das que só servem para encaixar em moldes ocos.
Por contrário, um débito de se olhar, de se explorar, de se florescer, de se vulcanizar em erupções re-identitárias, de se reconstruir, de se descobrir o próprio ponto de ruptura e tocá-lo vezes múltiplas em testes auto-destrutivos de desafio à resiliência, de se amar, de se cheirar, de se lamber, de vestir roupas que ficam mal, de se odiar, de se afundar, de mergulhar na própria pele, de se fundir com o chão de fundos de amargura aleatórios, de deixar marcas de batons de cores pouco usuais em beatas amarrotadas num alcatrão qualquer à chuva, de observar copos de champanhe agarrados com postura por unhas pintadas, de decorar vozes vibrantes ao ouvido, de se convencer do próprio reflexo, de habitar o próprio corpo, de se sentir o próprio eu sem esforço, de refutar a idade, de não fazer coisa nenhuma, de escrever mais e melhor, de pensar mais e maior, de cair cumulativamente.
Uma subnutrição de referências de cinema, de filmes franceses, de pianistas, de bebedeiras, de desmaios, de amores mal paridos, de renascimentos mal amados, de máscaras desestruturadas, de sorrisos falhados, de silêncios desconfortáveis, de olhos nos olhos, de pés em sangue arrastando-se findo um tango de ave ferida na carnificina da noite de quem está vivo porque quer estar e se atira a jaulas de leões.
Findasse o fio de fumo e um ciclo esvaído de fim nem princípio de falta e excesso de insónias, de passos inconscientes para o vértice daquele tal epitáfio, ficara por gritar.Madrugada.